Jornalista Raimundo Primeiro conversa com o advogado Miguel Daladier Barros no estúdio da TV PROGRESSO - Reprodução (TV PROGRESSO WEB)

Articulações visando a criação do Aliança pelo Brasil (ALIANÇA) continuam nas diversas regiões brasileiras. Em Imperatriz, elas são coordenadas pelo coronel da reserva, advogado e professor universitário, Miguel Daladier Barros. A Lei Eleitoral determina que sejam colhidas 495 mil assinaturas para que o partido seja homologado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A criação da ALIANÇA foi anunciada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após sua saída do PSL (Partido Social Liberal).

Em entrevista à TV PROGRESSO WEB, Miguel Daladier Barros afirmou que o trabalho de arregimentação de forças buscando que a ALIANÇA seja criada dentro do prazo determinado pela Justiça Eleitoral, até março, foi intensificado, acrescentando ser amigo há 43 anos do presidente Jair Bolsonaro.
"Não existirá a figura do 'cacique', ou seja, todos terão direito a vez e voz", afirmou. Miguel Daladier Barros também falou sobre o Brasil pós-eleição Jair Bolsonaro, registrando positivos índices de crescimento.
A seguir, confira trechos da entrevista:
- A Aliança Brasil, talvez, seja uma proposta diferente. Fala-se que no, Brasil, existem muitos partidos políticos. Eu até concordo, só que a pluralidade partidária é um dos fundamentos da República e consta de um dos incisos do Artigo 1º, da Constituição Federal (CF). A proposta do nosso presidente, Jair Bolsonaro, é criar um partido, onde existam critérios para filiações. O partido ainda não foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 
- Estamos na fase de coleta de apoiadores, com um número mínimo previsto em lei. É muito difícil, uma tarefa árdua, pois tem de existir apoiadores dispostos a fazer essa missão de forma gratuita e voluntária. A Aliança Brasil é um compromisso. Da da mesma forma que um casal vai até a sua igreja e firma um compromisso, constituindo uma família forte, tendo filhos e prosseguindo em sua jornada. Portanto, a Aliança é uma proposta nova, tendo em vista possuir ética e compromisso com a cidadania, um não a corrupção. Trata-se de um partido que não terá a figura do cacique. Uma proposta nova, que, tenho certeza, vai vingar.

O PROGRESSO - Quantas assinaturas são necessárias?
 - 1% do eleitorado nacional, ou seja, muita coisa, perfazendo um total de mais de 420 mil apoiadores, não podendo existir fichas de pessoas filiadas a partidos políticos, sem que ocorram erros e/ou fraudes. O número tem de ser dividido, no mínimo, em um terço dos estados brasileiros, ou seja, em 9, onde haja, no mínimo, o percentual de meio por cento.  Só para dar um exemplo: Rio e São Paulo já resolveriam, só que não preencheriam o outro critério; dividido, no mínimo, um terço dos estados da federação, já que o caráter dos partidos políticos é a nacionalidade, tendo de ser permeado em todo o território nacional.

- Segundo informações da nossa centra, o partido tem sede em São Paulo, já estamos próximos de atingirmos a marca, sendo, talvez, um recorde no Brasil. Optamos pela forma mais difícil, só que a mais segura, já que as nossas fichas de apoiadores vão com a autenticidade do cartorário. Dificilmente, uma ficha nossa será glosada.

O PROGRESSO - Tem de haver capilaridade? Isso que o senhor diz?

- Capilaridade, perfeitamente. A ideia nossa, seguindo as orientações do nosso grande líder, do meu amigo de Academia, Jair Bolsonaro, permear, de Norte Sul, do Leste ao Oeste, que o partido tenha identidade nacional, conheça os problemas das regiões Norte, Nordeste, Sul Sudeste e Centro Oeste. Não fique focado apenas no Sul e Centro Oeste, que são prósperas, concentram o PIB (Produto Interno Bruto) nacional. A mídia não divulga: apesar da crise que se abateu no país, em 2019, houve forte investimento no Nordeste. Um tempo difícil financeiramente falando.

O PROGRESSO - Como os brasileiros estão vendo as propostas do Aliança?

- Com bons olhos. As propostas do Aliança, são as propostas do presidente Jair Bolsonaro e sua equipe. Ele mostrou que, com pessoas solidárias, há como se governar, firmes nos propósitos determinados pelo chefe. Seu governo está dando certo. 
O Brasil está dando certo, os números mostram os resultados, tem crescido. Desde que haja compromisso, devoção com a coisa pública, que não haja corrupção, mas bons propósitos, a política ainda é a solução dos problemas, a felicidade de qualquer nação.

SOBRE O ENTREVISTADO

Miguel Daladier Barros nasceu em Parnamirim (RN), em 28 de junho de 1953. Duas décadas após, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAM), onde foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria. Em 2001, transferiu-se para a Reserva Remunerada como Coronel R1 do Exército Brasileiro.
Paraquedista Militar e de Operações na Selva - Categoria "B" (curso básico), graduou-se em Ciências Militares pela AMAM, tendo obtido o título de mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Também Bacharel em Matemática e em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), cursou especialização em Direito do Estado, Direito Civil e Processual Civil (UNESA).
É advogado e professor da Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão (UNISULMA, em Imperatriz), onde leciona as disciplinas História do Direito, Direitos Humanos e Direito Internacional. Também pesquisador e palestrante nas áreas de direitos humanos e globalização, Amazônia e soberania, criou a Doutrina 3PR de Emprego das Forças Armadas na Política Nacional de Segurança Pública.
Autor dos livros "Guia do Encarregado de Sindicância" (Ética, 1999); "Homenagem aos 15 Anos da Lei Orgânica do Município de Imperatriz" (Halley, 2005); "Manual de Sindicância à Luz do Contraditório e da Ampla Defesa" (Halley, 2006); "Educação Infantil - Políticas e Fundamentos", em coautoria (UFPB, 2007), e de artigos jurídicos publicados nas revistas Consulex e Prática Jurídica.
 

(Entrevista produzida pelo jornalista Raimundo Primeiro)
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