Tarcísio Mota Miranda foi a vítima fatal dos disparos desferidos pelo policial

O policial miliar Cândido Neto Vieira, conhecido por ‘Cândido Neto’, que é barra 93, foi preso, durante a madrugada dessa segunda-feira (16), acusado de assassinato, fato ocorrido no fim da noite de domingo (15), no bairro Nova Imperatriz.

A vítima foi Tarcísio Mota Miranda, 30 anos, que era de São Luís, mas que estava em Imperatriz a serviço, pois trabalhava em uma subempreiteira da empresa de papel e celulose da cidade.
Tarcísio Mota foi alvejado com um tiro na cabeça quando se encontrava no local conhecido por ‘Bar do Reggae’, localizado na Rua Iracema com Bernardo Sayão, bairro Nova Imperatriz.
Cândido Neto Vieira foi preso pela própria Polícia Militar e levado direto para o Quartel do 3º BPM, onde é lotado. Na manhã de ontem, ele foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, onde foi autuado em flagrante delito por homicídio duplamente qualificado. Motivo fútil e sem dar chances à vítima. Ele também foi autuado por tentativa de homicídio, já que uma mulher foi atingida de raspão na cabeça e em um braço.
De acordo com informações do delegado titular da Delegacia Regional de Polícia Civil, Eduardo Galvão, por volta de 23 horas de domingo, o primeiro sargento Cândido Neto, ao chegar ao ‘Bar do Reggae”, teria se irritado porque não tinha a cerveja da marca que ele queria e efetuou vários tiros. Um dos disparos atingiu Tarcísio na cabeça, que morreu no local. No tiroteio, uma mulher também foi atingida na cabeça e no braço. Foi levada para o Hospital Municipal, o Socorrão, medicada e liberada.
O PROGRESSO apurou que o sargento Cândido Neto fechou a rua, atravessando o carro, e quando ouvia as pessoas buzinar, descia com a pistola na mão fazendo ameaças.
“O sargento Neto esteve no estabelecimento pelo menos duas vezes, poucos minutos antes do crime. Ele fechou a rua com o próprio veículo, chegou a sacar a arma, bastante embriagado. Teria tentado comprar bebida no local, houve a recusa por parte do proprietário. Ele saiu prometendo que iria fechar o estabelecimento, deu três voltas no quarteirão com o veículo e acabou efetuando mais de 10 disparos. Esses disparos atingiram mortalmente Tarcísio e mais uma senhora. Nenhuma dúvida quanto a autoria dos crimes. Apesar de confessar, ele atribui os disparos a uma segunda pessoa, um policial do Pará, mas em nenhum momento ele foi avistado na companhia de outra pessoa”, disse o delegado Galvão.
No veículo de Cândido Neto foram encontrados a pistola ponto 40, com a qual ele efetuou os disparos, e os cartuchos deflagrados.
O corpo de Tarcísio Mota Miranda ainda se encontra no Instituto Médico Legal à espera de familiares, que virão de São Luís para liberá-lo.