Coerente

Não se pode condenar o prefeito Assis Ramos pelo apoio dado nas eleições. Ele fez o certo, retribuiu o apoio do grupo que o apoiou na eleição para chegar ao comando da prefeitura, coisa que muitos prefeitos não fizeram e preferiram esquecer o que foi feito por suas eleições anteriores. Foi coerente e leal e fez o que estava ao seu alcance. Se os resultados não foram o que esperava, não foi sua culpa. Promoveu reuniões, caminhadas e carreatas com seus candidatos, além de vídeos e propaganda no horário eleitoral. E também não pode ser crucificado pelo governo do estado, afinal, ao fazer isso pensando em atingir Assis Ramos, que não lhe apoiou, Flávio Dino prejudicará a população que, mais uma vez, lhe deu expressiva votação e merece muito mais neste segundo mandato.

Proporcional

Não adianta reclamar, pois todos que se candidatam conhecem as regras e se submetem a elas, mas o debate sobre o processo de escolha de deputados é recorrente em todas as eleições, e este ano não poderia ser diferente. No Maranhão, por exemplo, o 18º deputado federal eleito, Pastor Gildenemyr, da coligação PMN-PHS, obteve 47.758 votos. Abaixo dele aparecem, no entanto, seis candidatos com votações mais expressivas, porém não conseguiram se eleger porque não foram beneficiados pelos votos dados às legendas em que estavam disputando a eleição. São eles: Simplício Araújo (Solidariedade) – 75.058, Wolmer Araújo (PV) - 64.619,Victor Mendes (MDB) – 61.136, Gastão Vieira (PROS) – 57.864, Elizabeth Gonçalo (Avante) - 56.108, Paulo Marinho Júnior (PP) – 55.755.

Estadual

Já para deputado estadual, o último colocado na lista dos eleitos é Felipe dos Pneus (PRTB), que teve 21.714 votos. Abaixo dele, com votações bem maiores, aparecem onze candidatos que não lograram êxito: Edvaldo Holanda (PTC) – 39.916, Ariston Gonçalo (Avante) – 31.314, Valéria Macedo (PDT) – 29.650, Fábio Braga (Solidariedade) – 28.973, Belezinha (PR) – 28.793, Raimundo Cutrim (PCdoB) – 26.403, Francisca Primo (PCdoB) – 25.748, Toca Serra (Solidariedade) – 24.230, Jota Pinto (PEN) – 24.185, Augusto de Jesus (PSB) – 23.331 e Sérgio Frota (PR) – 23.331.

Acaba

Como as próximas eleições já serão sem coligações e voto de legenda, quem realmente for o mais votado dentro dos partidos que obtiverem o coeficiente eleitoral para obter vaga nos parlamentos estará eleito.

Maior

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Rodrigues (PSDB), demonstrou em votos a sua insatisfação com a gestão Flávio Dino (PCdoB). Crítico ferrenho do comunista, o gestor tucano ganhou notoriedade no Maranhão ao gravar vídeos condenando a atual gestão do Governo do Estado.

Votação

Ao apoiar a ex-governadora Sarney (MDB), da coligação “Maranhão quer mais”, o prefeito garantiu-lhe sua maior votação percentual em todo o estado. Na cidade, a emedebista obteve 2.163 votos, ou 75,76% dos votos válidos. Governador reeleito em 1º turno, Dino conseguiu apenas 421 votos (14,75%).

Suplentes

Não são boas as condições dos candidatos de Imperatriz que ficaram nas suplências. Para a Câmara dos Deputados, tanto Madeira como Ildon Marques e Josivaldo JP, que ficaram mais próximos da vaga, dificilmente irão assumir. Ildon é o terceiro da sua coligação e à frente dele tem Paulo Marinho Júnior (PP) e Deoclides Macedo (PDT). Madeira é o primeiro suplente do único deputado eleito da sua coligação e como é oposição, não deve ser convidado para cargo no governo. Josivaldo JP é o primeiro e vai torcer para que o titular seja convidado para que ele possa assumir o mandato.

Suplentes II

Para a Assembleia, a situação não é diferente. Quem mais ficou próximo de ser eleito foi Léo Cunha, que ficou na terceira suplência, à frente de Andréa Murad. Os dois dificilmente terão chances de assumir, a não ser que os titulares negociem licença, o que é praxe nestas situações.

Líderes

Os líderes do Governo e da Oposição na Assembleia Legislativa, respectivamente, Rogério Cafeteira (DEM) e Andrea Murad (PRP), não conseguiram se reeleger, num dos resultados mais surpreendentes na votação desse domingo (7).