Leitura errada

Depois de ler diversos comentários acerca da derrota da senadora Katia Abreu na disputa para o governo do estado, em que muitos culpavam o Ibope que sempre a apontou em primeiro lugar, posso afirmar que não foi erro da pesquisa, mas sim de leitura, afinal, como bem diz o questionário, ao fazer a abordagem "se a eleição fosse hoje, você votaria em qual candidato ou votaria em candidato A ou B?". Veja bem, o resultado da única pesquisa Ibope na eleição do Tocantins foi apresentado antes do início da campanha, e não nas proximidades, quando já se tem praticamente um sinal mais claro na disputa, com a população conhecendo os candidatos e suas propostas. Nesse caso, deveria ter encomendado outra pesquisa que daria os números mais próximos da eleição. Contentou-se com o resultado pré-campanha, quando ainda não estavam nem mesmo registrados os candidatos na Justiça. Foi erro estratégico.

Estratégico

Outro detalhe que os candidatos precisam entender é que antes da campanha é necessário contratar uma pesquisa para consumo interno sobre o perfil do candidato que a população quer, lideranças que somam na campanha e seu próprio perfil. Os marqueteiros da Kátia Abreu não fizeram isso e deixaram de conhecer quem poderia somar ou tirar votos dela. Passaram a veicular mensagens do ex-presidente Lula pedindo votos para a senadora e foi ao contrário, Lula não soma para nenhum candidato no Tocantins, faz é tirar votos. Tiro no pé.

Discurso

É igual um candidato colocar em seu programa de governo que vai priorizar, caso seja eleito, questão de construir mais escola, quando a população deseja é melhorias na saúde. Com isso, o candidato não somará, e sim frustrará seus eleitores, que esperam que ele dê atenção aos postos de saúde e hospitais. Isso as pesquisas de perfil para consumo interno revelam o que a população quer em primeiro lugar e, desta forma, se adéqua o discurso do candidato.

Redes sociais

Outra coisa que os candidatos precisam tomar cuidado é com relação às redes sociais. Para todos os especialistas, as redes sociais não elegem ninguém e, portanto, não devem ser colocadas em primeiro lugar numa campanha. Elas ajudam a tornar o candidato conhecido e até sugerir propostas. O problema é que alguns acreditam que a população mais carente acessa a internet e navega nas redes sociais, e não são.

Facebook

Neste particular, o Facebook é considerado o ideal, desde que haja interação com o candidato, ou seja, ele lê as mensagens enviadas através da rede social e responde. Vai ganhar o respeito do eleitor, pois pensará que esse relacionamento mostra que o candidato é humilde e não petulante. Outra coisa: qualquer mensagem deve ser feita por vídeo, pois transmite emoção e sinceridade, ao contrário do banner, que são frios e não traduzem o sentimento que o eleitor quer.

Rádio e TV

Recente pesquisa apresentada por um especialista em marketing eleitoral e professor de marketing eleitoral de uma renomada faculdade paulistana diz que os veículos de comunicação mais fortes para um candidato continuam sendo o rádio e a televisão, ambas entram com seus sinais em rincões. Portanto, coloquem entrevistas em rádios e TVs como ponto alto para divulgar suas propostas e seu programa de campanha.

Gasto

Portanto, se você é candidato, gaste um pouquinho, mas contrate um instituto de pesquisa para levantar o que o eleitor pensa e quer do seu candidato para a sua cidade. A pesquisa, se bem feita e com um pessoal capacitado para fazer a leitura, será importante para afinar seu discurso e não ir na contramão do que pensam os eleitores.

ISS

O Senado aprovou projeto que divide a arrecadação com aplicativos de transporte para todos os municípios brasileiros. A proposta altera o local de recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que passa a ser recolhido onde os usuários de aplicativos embarcarem.

Salário

A estimativa para o salário mínimo em 2019, feita em abril pelo governo, foi reduzida de R$ 1.002,00 para R$ 998,00. A informação consta de nota técnica da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional que analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária para 2019. Por lei, o reajuste do salário mínimo é feito com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), acumulada em 12 meses, acrescida da variação real do Produto Interno Bruto (PIB).